domingo, 28 de outubro de 2012

A IMAGEM COMUNICA: Fotógrafos portugueses - CARLOS RELVAS

A IMAGEM COMUNICA: Fotógrafos portugueses - CARLOS RELVAS: Carlos Relvas, auto-retrato, 1870       Vídeo - A vida de carlos Relvas *   Figura notável da 2.ª metade do Século XIX, foi ...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Fotógrafos portugueses - CARLOS RELVAS




Carlos Relvas, auto-retrato, 1870

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      Vídeo - A vida de carlos Relvas *
  Figura notável da 2.ª metade do Século XIX, foi o nome que mais contribuiu para o desenvolvimento da fotografia em Portugal, e um dos principais no Mundo, nasceu na Golegã em 13 de Novembro de 1838 e viria a falecer na mesma vila no dia 23 de Janeiro de 1894 (encontra-se sepultado, juntamente com a sua primeira mulher, falecida em 1887, em jazigo de família, no cemitério da Golegã); filho do abastado lavrador ribatejano José Farinha Relvas de Campos (que fundou importantes estabelecimentos agrícolas e uma grande casa na Golegã onde exerceu, por muitos anos o cargo de Presidente da Comarca) e de D. Clementina Amália Mascarenhas Pimenta. Veio a casar, em primeiras núpcias, com D. Margarida Amália Mendes de Azevedo e Vasconcelos, filha dos Condes de Podentes (família ilustre e rica da Beira Alta), Jerónimo Dias de Azevedo Vasques de Almeida e Vasconcelos e D. Maria Liberata da Costa Mendes de Azevedo, com uma ainda maior fortuna, pôde com segurança, entregar-se à administração das suas propriedades. Não descansou, como muitos dos seus contemporâneos, sobre os fáceis favores da riqueza que outros tinham acumulado. Com efeito, se olharmos ao trabalho que desenvolveu em diversos domínios, verifica-se que o ócio nunca foi o seu modo de vida. Bem pelo contrário, a qualidade e perfeição do que se realizou demonstram sempre um esforço árduo que só uma dedicação extrema possibilitava.
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Vídeo - A Obra de Carlos Relvas *

Casa-estúdio de Carlos Relvas, Golegã, 1876 *

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Vídeo - A Casa-Estúdio *


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Vídeo - O jardim da Casa-Estúdio *

   Fidalgo da Casa Real, grande amigo do rei D. Luís, comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, lavrador, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a família real), foi admirado pela sua elegância, perícia e arte como cavaleiro e toureiro amador, distinto desportista, hábil atirador de pistola e carabina, destro jogador de pau, de florete e de sabre, inventor de sucesso, músico, foi também notável na equitação, artista fotógrafo colocado na primeira fila entre os seus contemporâneos, ficou conhecido pelo nome abreviado de Carlos Relvas.
Carlos Relvas e família. A mulher Margarida Relvas e os filhos José , Francisco e Clementina. 1866-67
   Usou parte da fortuna herdada, na edificação de um palacete de estilo romântico, onde construiu o seu estúdio de fotografia (considerado um dos primeiros ateliers de fotografia do mundo). Nesta área, entre 1862 e 1894, desenvolveu um trabalho que o tornaria um dos grandes fotógrafos amadores do século XIX em Portugal.
Museu Casa-Estúdio de Carlos Relvas na atualidade
Rei D. Luis, 1880 *
   Foi distinguido diversas vezes nos maiores certames internacionais de fotografia da época, recebeu quatro diplomas e foi eleito membro honorário de três instituições de fotografia e membro efectivo de muitas outras, como a Société Française de Photographie (entré 1896-dossier n.º 0351).


Medalha de prémio atribuído a Carlos Relvas  na exposição universal de Paris de 1878  *
   Ainda nesta área, aperfeiçoou ingredientes químicos, traduziu obras de especialistas e escreveu para revistas. Apresentou em Viena de Áustria, em 1873, um sistema com várias objectivas, denominado multiplying camera.


Câmara  objetivas e utensílios fotográficos na casa museu
   Além da fotografia, Carlos Relvas era um apaixonado da cavalaria e dos touros. Por isso, financiou a construção da praça de touros da Golegã, na altura ligada ao seu atelier por um corredor de acesso privado. Desenhou também um tipo especial de sela de montar "à Relvas" e, como inventor, criou um salva-vidas, experimentado com sucesso na Foz do Douro em 1883.


Cheias no Tejo, Golegã, 1880 *
Campino a cavalo, 1870


  Foi criado em 2008  o Centro de Estudos de Fotografia da Golegã (CEFGA), na sequência de um protocolo assinado entre o Instituto Politécnico de Tomar e a Câmara da Golegã, com o objectivo de promover o ensino e a investigação na área da fotografia. Instalado na Golegã, o Centro de Estudos ambiciona afirmar-se como um pólo dinamizador da história, cultura e museologia fotográficas, nomeadamente através da gestão de colecções.  Este Centro tem também como objectivos específicos apoiar técnica e cientificamente a Casa-Estúdio Carlos Relvas.


BIBLIOGRAFIA

Obra que inclui uma dedicatória do autor, ao fotógrafo Carlos Relvas, à pagina 227 pode ler-se "este processo não é mais do que uma variante da albertipia. Deu ao Sr. Carlos Relvas magníficos resultados que puderam ser observados na Exposição Universal, na Secção Fotográfica de Portugal. Contém na página 224 uma fototipia da autoria de Carlos Relvas.

Contém uma dedicatória do autor a Carlos Relvas. Refere a importância da fotografia no progresso e desenvolvimento do país e destaca o papel fundamental do Estado Português [D. Luís], na fundação da Secção Fotográfica, em Portugal, que se realizou no dis 1 de Dezembrode1876.  

Nicéphore Niépce Inventeur de la Photographie

A obra tem presente uma dedicatória do autor ao fotógrafo Carlos Relvas. A. Davanne atribui neste estudo a invenção da Fotografia ao Sr. Nicéphore Niépce.

L´Atelier de L´Amateur

Livro de referência dos fotógrafos amadores da época. Descreve de uma forma simplificada os utensílios indispensáveis ao fotógrafo amador presentes na elaboração do seu atelier.

A Arte Photographica - Revista mensal dos Progressos da Photografia e Artes Correlativas

Conceituada revista portuguesa sobre a temática da fotografia, editada no Porto, entre 1884 e1885. Colaboraram nesta revista ´fotógrafos de renome internacional, dentre os quais sobressai o nome de Carlos Relvas.




 

LINKS:










Fontes: 
Fotos -
                Internet
             * Banco de Imagens da Casa-Estúdio Carlos Relvas

 Vídeos -

             * Site da Casa-Estúdio Carlos Relvas







sexta-feira, 23 de março de 2012

UPCYCLING ou a arte do lixo


Upcycling 

É o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. Neste processo são utilizados materiais no fim de vida útil sem modificar as suas formas e características  dando-lhes uma nova utilidade. Este processo é o contrário da reciclagem, que usa energia para destruir a forma e a transformar em algo novo.


TIM NOBLE e SUE WEBSTER

  Este casal de artistas plásticos formados na década de 80 na Nottingham Trent University desafiam todas as convenções no campo das artes visuais propondo um trabalho baseado no lixo.

  Utilizando uma técnica de união e aglutinação de objetos de lixo encontrado nas ruas das grandes cidades e aplicando uma luz direcionada sobre as suas instalações feitas de pilhas de lixo, obtêm como resultado sombras projetadas  numa parede que nos remetem para representações realistas de figuras humanas e animais nas mais diversas posições e cenários. 

São trabalhos bastante precisos e minuciosos para que as sombras reproduzam as imagens reais idealizadas pelos artistas.

   De um modo inteligente e bem humorado eles fazem o publico refletir sobre o problema do lixo nos centros urbanos e as consequências da sua acumulação. As sombras retratam seres humanos em atitudes de indiferença e alheamento tal como algumas pessoas no seu dia a dia em relação ao lixo.

   Tim Noble define a sua arte como o seu “pior pesadelo”, pois chega-se ao ponto de ter de se trazer lixo das ruas empilhando-o em galerias de arte para lembrar a todos a  irresponsabilidade do ser humano em relação ao ambiente.




Sakaya Ganz

Sakaya Ganz é uma artista japonesa que cria esculturas com objetos de plástico  descartáveis, como talheres de plástico e outros a que chama “reclaimed object sculptures” (esculturas de objetos recuperados).   . Este tipo de trabalhos é conhecido como , upcycling, repurposing ou art eco.
   Segundo a artista ela pretende retratar nas suas obras a vida, a energia e movimento dos animais ou outras formas naturais.

   A sua obra inspira-se e baseia-se na filosofia do xintoísmo japonês que acredita que os materiais descartados fora do tempo choram nas latas do lixo.

 O  processo que usa é muito espontâneo, mas não aleatório. Existem no decorrer da criação, alguns itens que podem ser trocados, selecionando cada peça separadamente para compor alguma curva específica ou preencher a escultura em algum determinado comprimento.

 É como um quebra-cabeças. A artista começa com objetos individualmente selecionados, determinando depois como eles se podem  juntar  para criar um todo que parece vivo.
   Os trabalhos com objetos de plástico foram desenvolvidos com o tempo enquanto  era estudante e fazia pós-graduação.

   Depois de ter uma ideia e antes de iniciar cada obra faz estudos e uma pesquisa preparatória, no entanto ela está sempre a recolher materiais para eventuais e futuras utilizações.
   Ela seleciona os objetos e separa-os em grandes caixas de plástico divididas em tipos de materiais e cores. Existem objetos que passam algum tempo sem serem usados em nenhuma escultura.

 Por vezes também costuma comprar alguns objetos que necessita para poder usar em determinado espaço das suas criações.
   Trata-se de um tipo de arte sustentável, já que não utiliza novos materiais usando basicamente aqueles que seriam deitados fora e destinados ao lixo. 





Jason Mecier

Este artista norte americano utiliza lixo para retratar celebridades do mundo da arte, do cinema e da música.
Ele transforma materiais considerados inúteis ou “lixo” por algumas pessoas,  em obra de arte. Mecier junta pílulas, embalagens, latas, garrafas e papéis e todo o tipo de pequenos objetos em quadros que formam os rostos de grandes personalidades. Faz também retratos com diversos tipos de comida.
Elvis Presley
 De acordo com o artista essa iniciativa surgiu da sua paixão por colecionar coisas, o que acaba sendo uma forma de reciclagem.

Há mais de dez anos, o artista Jason Mecier começou a criar no seu atelier retratos das suas celebridades favoritas, como o artista plástico Andy Warhol, a cantora Pink e o empresário Donald Trump.
Louis Armstrong
Para criar o retrato de Warhol, Mecier usou latas de sopa Campbell, que o famoso artista americano imortalizou em suas pinturas de 1962.
Jason Mecier trabalha na Califórnia, Estado americano que concentra grande parte das celebridades do mundo do cinema, música e televisão dos Estados Unidos.
Kelly Osbourne
Os objetos que utiliza para formar os retratos têm quase sempre uma ligação à pessoa representada. Ele demora em média cerca de 50 horas para formar cada retrato.
A sua obra é exibida em galerias de San Francisco e Los Angeles e foi publicada em algumas revistas americanas.
Debbie Reynolds
Mecier conta que recebeu elogios de algumas pessoas famosas que retratou, como Boy George e Debbie Reynolds.